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Minha experiência com o low e no poo

Antes de mais nada, gostaria de comunicar que o post anterior sobre meu corte de cabelo foi escrito num momento de fortes emoções (ou como diria minha bestie: num lapso que acontece esporadicamente) e que já estou amando meu cabelo novo e até lidando melhor com a tal franja.

Instável, eu? Magina...
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De modo bastante resumido, low e no poo são rotinas de cuidado com os cabelos que utilizam "pouco" shampoo, no caso do low poo, ou nenhum shampoo, como no caso do no poo. Digo "pouco" numa tradução literal, mas em verdade o low poo se refere ao uso de shampoos com agentes limpantes mais leves ou menos agressivos que o sulfato, aquele normalmente encontrado nos shampoos tradicionais. Isso porque existem estudos que comprovam que o uso do sulfato retira excessiva e desnecessariamente a oleosidade natural e a proteína dos fios, podendo danificar sua estrutura. Já no caso do no poo, a higienização do cabelo é feita por meio de condicionadores de limpeza, os chamados cowash, que possuem agentes limpantes ainda mais leves (ou em menor quantidade) do que os utilizados nos shampoos sem sulfato. Entretanto, para seguir as técnicas é necessário abrir mão dos produtos chamados de "proibidos". Eles são chamados assim por possuírem em sua composição ingredientes que ficam impregnados nos fios e que os shampoos sem sulfato ou os condicionadores de limpeza não dão conta de limpar. Assim, quem faz uso das técnicas precisa utilizar apenas produtos "liberados", ou seja, livres de silicones insolúveis, proibido para o no poo, e liberado - em moderação - para quem faz low poo, e derivados de petróleo ou petrolatos, proibido em ambas as técnicas.

Iniciei a rotina low poo em fevereiro desse ano e, mais recentemente, comecei a fazer alguns testes com o no poo também e os resultados estão sendo os melhores possíveis. Meu cabelo nunca esteve tão bem cuidado, macio, hidratado e brilhoso como agora. Também percebi a raiz do meu cabelo está menos oleosa e que a caspa, minha amiga da vida toda, sumiu, escafedeu-se. Quando sinto um leve acúmulo no couro cabeludo (minha caspa é do tipo seborreia, daquela que fica grudada na cabeça), percebo que é porque eu provavelmente não caprichei na última lavagem. Isso se dá porque a lavagem com cowash tem seus macetes, pois requer uma ação mecânica de massagem mais intensa, a qual ainda estou aprendendo.

Sobre a diminuição da oleosidade, creio que os muitos produtos anticaspa e antiqueda que usei no ano passado também contribuíram para isso. Porém, nem todos aqueles produtos fortes foram capazes de dar fim na minha caspa(*), o que eu só consegui agora com o low/no poo. Confesso que esse resultado não veio de uma hora para outra. Para ser sincera, somente agora, 6 meses depois de iniciar as técnicas, que posso efetivamente dizer que minha caspa sumiu. Antes disso, ela ia e voltava bem de leve e isso talvez se deva ao fato que eu ainda estava/estou aprendendo e me adaptando à nova rotina.

Além disso, iniciar as técnicas me fez buscar mais informações e aprender mais sobre o que o meu cabelo precisa e gosta e, consequentemente, sobre como cuidar melhor dele. Agora eu dou preferência a shampoos com PH baixo (veja o motivo aquiaqui), faço umectação com óleos vegetais semanalmente e escolho a dedo minhas máscaras de tratamento e manutenção (veja a diferença aqui). E, ao contrário do que muita gente acha, posso afirmar que, com bastante um pouquinho de autocontrole, não preciso gastar uma fortuna com isso(**).

É tanto amor pelas técnicas que eu até já consegui influenciar minha mãe, minha irmã do meio e minha bestie a seguir as rotinas. Também não aguento ver uma amiga em necessidade que já quero logo convencê-la a fazer no/low poo. Agora, eu poderia estar matando, poderia estar roubando, mas estou aqui humildemente dando meu testemunho para que minhas leitoras possam conhecer as maravilhas do no e low poo. #aloucadasmadeixas #nãomejulguem

Para quem quiser conhecer mais sobre as técnicas, deixo aqui algumas indicações: a primeira é de dois canais no youtube, o da Mari Morena e o Diário de Mille. Foi através delas que tomei gosto pelas técnicas e aprendi quase tudo o que sei de low/no poo. A segunda indicação é um blog, o Cabeleira em Pé, que produz conteúdo de altíssima qualidade e com bastante embasamento científico. Esse blog me ajuda muito também quando tenho dúvidas sobre se um produto é ou não liberado. Por último, deixo a indicação de um grupo do facebook, o No e Low Poo para todos, onde tem pessoas incríveis que me dão uma baita ajuda sempre que preciso.


(*) Acredito que isso se deva ao famoso "efeito rebote". Como a limpeza dos shampoos com sulfato são bem agressivas, ela remove ao extremo toda a oleosidade do couro cabeludo; para compensar, nosso organismo, por sua vez, começa a produzir ainda mais oleosidade. É um ciclo vicioso: a gente remove a oleosidade e o corpo produz ainda mais. Ao usar, porém, um método de limpeza mais suave (e nem por isso menos eficiente), esse padrão de compensação do organismo é alterado e normalizado.
(**) Pretendo ainda fazer um post sobre isso.

Comentários

  1. Eu ja tinha ouvido falar dessas tecnicas mas nunca me dei o trabalho de pesquisar mais produndamente a respeito. Eu gostei bastante, parece que e tudo que meu cabelo precisa agora. Obrigado por compartilhar sua experiencia.
    Bjs

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  2. Gostei do seu artigo, sempre com dicas e informações importantes. Seu site é um dos meus sites favoritos que estou sempre visitando..

    Parabéns!

    Meu Blog: Loterias

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