Tenho poucas lembranças da separação dos meus pais. Lembro de estar distraída com algo, a TV, um brinquedo, sei lá, e de repente me dar conta que não havia ninguém em casa. Lembro de achar aquilo estranho e começar a procurar por todos os cômodos da casa até os encontrar discutindo no quartinho dos fundos. Lembro não fazer ideia do que se passava, mas notar que eles ficaram sem graça com a minha presença.
Lembro de observá-los no dia-a-dia e mesmo com toda a minha inocência, compreender que faltava algo nos dois. Faltava prazer pela vida. Sobrava dureza no espírito. Lembro de saber claramente que não queria aquilo para mim.
Desde pequena, sempre guardei medos bem específicos. Um deles é o de me arrepender. Me arrepender das minhas ações e ter que viver com suas consequências. Assim, sempre preferi me arrepender do que eu não havia feito. O não acontecido não era concreto para mim. Seria só uma possibilidade que não se realizaria e com essas eu conseguiria viver. Mas hoje, entre as lágrimas e a insatisfação que há em mim, percebo que estava errada. Que viver com as (im)possibilidades é muito mais tormentoso. Percebo o quanto eu não quero que isso me impeça de olhar para frente, assim como creio que acontecia com os meus pais.
Hoje me vejo entre o fim de uma história e o começo de outra e me percebo imóvel, sem ainda conseguir me desvencilhar e idealizar uma outra vida, outros sonhos, outras possibilidades. Será que todos temos que viver com os arrependimentos? Será mais leve o fardo de se viver com as consequências das nossas ações do que com o sentimento de que perdemos uma oportunidade de ser feliz? E quando sabemos veementemente que essa possibilidade de felicidade é apenas passageira e causará mais dor ainda depois?

O Paula.... olha eu aqui outra vez :D
ResponderExcluirAs vezes eu acho que o homem é feito de medo, há sempre um medo que nos impede de algo, que nos segura ou que nos fazer perder, creio que não tem jeito, esse fantasma nos assombrará sempre .
Vc perguntou: "Será mais leve o fardo de se viver com as consequências das nossas ações do que com o sentimento de que perdemos uma oportunidade de ser feliz?"
Na minha opinião coisas leves o vento leva embora e não se faz presente por muito tempo, como eu disse o medo será um sentimento sempre presente em nossas vidas. Nossas vidas é feita de altos e baixos, e (in)felizmente não tem magica que impeça de que aconteça, nenhum fardo não é leve, todas as nossas atitudes gera Ambos Esse Medo dos sentimentos e momentos ruim ou felizes, creio que é normal, cabe a nós decidir enfrenta-lo ou não, mas ai também não vive, sei que parece clichê, mas se arrepender de um ação que não teve a gente só tem a perder, são nossas ações e o conhecimento que obtemos através delas que nos trazem aprendizagem e nos faz amadurecer, são as nossas experiências que nos molda e nos ensina, sejam elas boas ou ruins.
Bom guria fico por aqui, estou morrendo de sono e nem consigo ler o que eu escrevi rs já não to raciocinando mt bem rs peço desculpas desde já
Beijos
Eu preciso concordar com vc, Mari. Viver é aprender e como aprender com o que não vivemos? Talvez o risco seja válido nem tanto pela experiência em si, mas pelo aprendizado.
ExcluirObrigada e beijos
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirDepois do meu exemplo bem idiota, uma coluna no Estadão com uma reflexão mais profunda: http://blogs.estadao.com.br/pensar-psi/existe-escolha-certa/
ExcluirO que acha?
Aline, eu tinha adorado o seu comentário. Fez tanto sentido para mim e realmente acho que vc tem razão ao dizer que precisamos passar pelas coisas para saber se são ou não boas e se a queremos ou não para nós.
ExcluirAmei as duas reportagens que vc me enviou. Obrigada mesmo pelo carinho :)
Beijos
Oi, Paula!
ExcluirEu não tinha removido o outro... o que será que aconteceu? Tô falando que tô com mania de perseguição em relação ao Blogger... hmpf!
Beijos!
Nossa, esse blogger é uma merda às vezes. Mas deixa rs, eu recebi no email =D
ExcluirOi, Paula. Esse clichê do "se arrependa do que você fez e não do que não fez" é bem verdade, sabe? Não acho que vale a pena ficar se lamentando no "e se...". Sim, quando a gente toma uma decisão grande que nos leva a um determinado caminho que aparentemente dói, a gente chora, sofre, pensa que nunca vai sair dessa. Aí os dias vão passando, as semanas vão passando, e quando você menos se dá conta, já se foram meses e você superou aquilo e sobreviveu! Quanta coisa já não me fez chorar e dizer "não vou conseguir sobreviver a isso" e sobrevivi! Tudo na vida é aprendizado. E eu acredito muito no "o que tiver de ser, será". Enfim, boa sorte e fique bem!
ResponderExcluirÉ exatamente assim que me sinto, Ba. Mas eu sei que por mais que eu não consiga ver, há sim uma luz no fim do túnel.
ExcluirObrigada e beijos
Paula, se doença tem remédio, a vida não tem. A vida é um contrato de risco: com todas as alegrias, desilusões e consequências de quem arrisca viver.
ResponderExcluirPor isso não se "atormente" tanto com as suas (não)escolhas. Como já cantou o rei: se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi! Viva e seja feliz!!! Bjs
Estou tentado olhar por esse lado, Sandra. Mas até o rei tem me feito chorar rsrs.
ExcluirBeijos e obrigada
Tem tanto comentario bom ai em cima que sinto que nao me resta muito a dizer. Mas gostei muito do primeiro e reforco as palavras dela, nos somos feitos de medos, medos de nao ter escolhido o melhor, medo do "e se..." faz parte de nos. Eu sou da teoria que nessa vida existe mais de um caminho pra se achar felicidade, talvez nao achemos na porta que parecia aberta pra nos, mas sim na proxima que ainda temos que encontrar. E se agora tudo parece escuro, amanha a luz aparece de novo, por mais que seja dificil acreditar que isso e possivel agora...Bem nao sou boa pra filosofar sobre essas coisas mas posso dizer que to aqui na torcida pra voce ser muito feliz.
ResponderExcluirBeijinhos
Obrigada, minha querida e sabe, depois de mais um tombo, estou me sentindo mais tranquila. A vida da sempre um jeito de nos mostrar o que realmente vale a pena.
ExcluirBeijoca
Parece meio clichê, Paulinha, mas a única coisa que a gente nao deve se arrepnder na vida é de algo que fizemos!
ResponderExcluirMelhor se remoer de arrependimento depois de ter feito, do que passar a vida imaginando como teria diso se tivéssemos vivido tal coisa!
A vida é feita de escolhas e elas sempre acabam implicando numa perda para que outra coisa seja posta no lugar! parece uma dança das cadeiras constante nao é mesmo?
Mas acho que se tudo que vivemos saísse sempre como esperamos, nunca aprenderíamos a viver plenamente e desfrutar cada segundo das coisas que conquistamos e as pessoas que conhecemos no caminho.
Eu percebo sua angústia nos seus últimos posts, mas se tem uma coisa que eu posso te dizer é: depois de qualquer tempestade vem a bonança!
Nosso mundo ás vezes é sacudido, simplesmente para tudo se renove e apenas o que importa permaneça.
Força, minha menina!
Deus te abençoe
Minha amiga, eu andei meio tristinha sim, mas já estou me recompondo. Deus sempre me mostra o caminho certo.
ExcluirVc é o meu anjo. Te adoro, tá?
Beijos
Ah minha linda, mas que complicado, né?
ResponderExcluirEu particularmente prefiro me arrepender do que fiz do que o que não fiz. Não suporto a idéia de ficar pensando "e se..." ou "como teria sido?"
Mas lembra que uma vez falei que aprender a desistir é complicado? Pois é, é muito difícil perceber quando chega o ponto de onde não vale mais a pena insistir. É difícil largar o osso quando a gente quer muito algo, mas não largar também pode significar que você está abrindo mão de outras oportunidades... Enfim, é complicado e pessoal demais. Porém, como disse a Bah para mim uma vez, a gente tem que encontrar o caminho do meio...
Beijos
Pois é, minha amiga, depois de algum tempo estou chegando à conclusão de que algumas coisas temos mesmo que deixar para lá.
ExcluirObrigada, meu bem e um beijo
Eu não tenho os pais separados, mas tenho amigos e ex também que têm e vejo que, em todos eles, carregam algum tipo de trauma e isso influencia diretamente no que se refere às pessoas mais próximas. Traumatiza muito a criança ver os pais se separando, mas é importante que os pais tb não escondam, sejam sinceros, fazer a criança participar daquilo porque fica realmente uma interrogação na cabeça da criança. Alguns dos pais dos meus amigos fizeram isso e percebo a nítida diferença quando comparo aos outros que não tiveram essa sinceridade.
ResponderExcluirK!
Concordo em tudo, Bah. Não acho que tenho traumas, mas a gente sempre carrega algo conosco.
ExcluirBeijos