A primeira fase quero-morrer do mestrado parece já estar dando lugar a outra mais tranquila e menos melodramática. Depois de um mês de aula já fiz alguns bons companheiros de classe e isso torna as quartas-feiras menos cansativas e deprimentes. Não sei se já contei, mas tenho aulas uma vez por semana durante o - d-i-a - t-o-d-o - q-u-e - D-e-u-s - d-á, das 7:55 às 17:30 sendo que o relógio dos professores só funciona bem no início das aulas, mas nunca no fim.
Como atividade para uma das disciplinas, já comecei a escrever um mini capítulo da dissertação. Lembro que alguém me perguntou nos comentários de algum post sobre o mestrado acerca do tema da minha pesquisa. O tema é a internacionalização da educação superior e a ideia, até o momento, é fazer um estudo de caso comparativo em diferentes universidades e institutos federais da Bahia.
Para quem já está de saco cheio de me ouvir falar sobre o mestrado: desculpe, mas é o que teremos pelos próximos dois anos. Depois prometo que paro.
Mudando de assunto, mas nem tanto, como passo um dia inteiro na faculdade, aquele velho problema de "como farei para usar o banheiro?" surge. Claro que eles têm banheiros acessíveis, mas como já comentei aqui, necessito de uma barra especial para conseguir usar o banheiro sozinha. Fiz a solicitação da tal barra mas, com a coisa do jeito que tá no nosso Brasil varonil, me informaram, muito sinceramente, para não ter grandes esperanças.
Nas primeiras semanas, meu pai, que estava de férias também, estava indo me dar uma forcinha no intervalo das aulas, mas essa não é a situação ideal. Daí que um dia, passeando na farmácia do shopping (já falei que amo farmácia?), encontrei por acaso umas fraldas estilo calcinha e resolvi vencer minha resistência e tentar.
Gente, fralda é V-I-D-A.
Confesso que minha resistência era grande. Tanto que eu comprei a bendita fiz questão de esquecê-la ela no canto do guarda-roupas. Fingi que não existia. Acho que eu pensava que no momento em que começasse a fazer esse tipo de coisa seria o fim. Coisa que só que sofre limitações de algum tipo pode entender.
Mas ó, o negócio é bom. É estranho, mas é libertador. Se eu soubesse disso antes, teria usado essas fraldas durante voos longos e nas viagens a trabalho que precisei fazer sozinha.
Uma pausa para agradecer minha bestie que, neste processo de quebra de paradigmas, me ajudou a testar a fralda para saber se o negócio era seguro mesmo. E por testar entende-se vestir e mandar bala várias vezes.
Bestie, you're the best.
Para quem ficou curioso ou conhece alguém que poderia se interessar, tenho usado o Plenitud Active. Conversando com uma colega, ela me recomendou testar esse outro modelo aqui. Não deixa odor absolutamente nenhum e é bem confortável e discreta. Um detalhe sórdido, mas que merece ser contado: também é ótima para os seus lady days.
Nas primeiras semanas, meu pai, que estava de férias também, estava indo me dar uma forcinha no intervalo das aulas, mas essa não é a situação ideal. Daí que um dia, passeando na farmácia do shopping (já falei que amo farmácia?), encontrei por acaso umas fraldas estilo calcinha e resolvi vencer minha resistência e tentar.
Gente, fralda é V-I-D-A.
Confesso que minha resistência era grande. Tanto que eu comprei a bendita fiz questão de esquecê-la ela no canto do guarda-roupas. Fingi que não existia. Acho que eu pensava que no momento em que começasse a fazer esse tipo de coisa seria o fim. Coisa que só que sofre limitações de algum tipo pode entender.
Mas ó, o negócio é bom. É estranho, mas é libertador. Se eu soubesse disso antes, teria usado essas fraldas durante voos longos e nas viagens a trabalho que precisei fazer sozinha.
Uma pausa para agradecer minha bestie que, neste processo de quebra de paradigmas, me ajudou a testar a fralda para saber se o negócio era seguro mesmo. E por testar entende-se vestir e mandar bala várias vezes.
Bestie, you're the best.
Para quem ficou curioso ou conhece alguém que poderia se interessar, tenho usado o Plenitud Active. Conversando com uma colega, ela me recomendou testar esse outro modelo aqui. Não deixa odor absolutamente nenhum e é bem confortável e discreta. Um detalhe sórdido, mas que merece ser contado: também é ótima para os seus lady days.


Parabéns por abraçar o novo e se dar bem :D!!! Força nos neurônios com esse mestrado!
ResponderExcluirBeijos!
http://vivendolaforanoseua.blogspot.com/
Paulinha, fico feliz que você tenha encontrado alternativa para o seu problema é que esteja confortável com a solução mas posso ser sincera?
ResponderExcluirRevoltada que você seja obrigada a achar uma alternativa simplesmente porque não há banheiro acessível! Quando a minha mãe veio pra cá ficou admirada em ver tantas pessoas com tantas deficiências diferente levando uma vida normal e ela falou que é tão difícil ver pessoas especialmente com cadeira de rodas pelas ruas... Lendo os seus relatos eu me lembro os motivos, pq ônibus, edifícios, banheiros, calçadas simplesmente não tem estruturas para incluí-los.
Espero que um dia essa realidade mude!
Oi, Paula. Te entendo em relação ao mestrado, mas você vai ver como vai ter fases mais tranquilas também! Sobre a barra no banheiro, é foda esperar qualquer coisa do governo e instituições brasileiras, né? Fico feliz que você tenha encontrado uma solução - e que ela seja confortável. De verdade!
ResponderExcluirUau!
ResponderExcluirse eu soubesse dessas calcinhas quando estava grávida teria me poupado de tanta vergonha!
Amei a dica e vou repassar pra uma amiga que tem uns probleminhas em segurar!
aprimeiracasaninguemesquece.blogspot.com
Sara, essas fraldas na verdade são específicas para quem tem problemas de incontinência. Fiquei feliz de ter ajudado.
ExcluirObrigada pela visita e seja bem vinda.
xx
Menina, essas aulas do mestrado são terríveis! Eu tinha dois dias de aula por semana, das 8h as 17h, sem contar com as horas de reunião com a orientadora e as horas lendo texto e fazendo resenhas... mas segura firme aí, logo acaba!
ResponderExcluirAchei muito bacana vc compartilhar sua experiência com fralda. Achei engraçado quando li pela primeira vez, mas depois refletindo percebi que nunca havia pensado que pessoas cadeirantes pudessem usar fralda. Isso pode até virar dica para algum aluno meu (tenho alguns alunos com deficiência).
Beijos!