Me sinto sufocada, sem ar. Suando como uma porca, mesmo depois de tomar trocentos banhos por dia. O cabelo já não fica do mesmo jeito com toda a umidade e as muriçocas um dia desses vão conseguir sugar minha alma. Sem contar que minha rua está em obras. O caos.
Já chorei pra me acabar nos dois primeiros dias e até hoje ainda choro de vez em quando. Na verdade o choque vai além do cultural, no sentido de estilo de vida em geral. O fato é que, como cadeirante, morar no Canadá me deixou mal acostumada. Me sinto extremamente dependente aqui, mesmo em casa. Acessibilidade é uma coisa que Salvador e a minha casa não conhecem e me habituar a isso outra vez tem sido difícil.
Mas nem tudo é tão horrível assim. Já comi feijão com farinha, galinha cozida da vovó com todas as verduras que eu adoro, suco da fruta e o clima, mesmo com toda a chuva, não desanima. Poder ligar pra minha mãe e chorar até cansar é sempre um consolo. Estar em casa é bom, sim. Mas prometer aquietar o faixo por aqui já é outra história. Depois de conhecer outras realidades e ver que isso aqui não é tudo o que há, eu quero mais é me mandar.
Oi Paula. Estou fazendo uma pesquisa sobre o choque cultural reverso, é para um trabalho de faculdade, se quiser colaborar comigo ficarei grato, me envie um e-mail se possível for dimasluzluz@hotmail.com
ResponderExcluirAgradeço;
Oi Dimas, já respondi o seu e-mail.
ExcluirBeijos