Eu sempre tive alguém para fazer as coisas por mim. Ao contrário dos meus irmãos, nunca precisei me preocupar em, por exemplo, lavar os pratos ou arrumar a casa. Apesar de ser a mais velha, esse tipo de responsabilidade não cabia a mim. Para ser bem sincera, eu ainda sacaneava: em dia de faxina geral, enquanto minhas irmãs ralavam feito condenadas, eu saia pela casa, linda e cheirosa, cantando "lêre, lêre... lêre, lêre, lêre... vida de negro é difícil, é difícil como o quê..."
Quando não era assim, eu ainda dava uma de patroa quando, antes de ir trabalhar, minha mãe saia pela casa distribuindo as tarefas. "Brisa vai lavar o banheiro, Lucas vai jogar o lixo fora". Daí quando meu irmão, super revoltado, questionava "e Paula, vai fazer o quê?" eu ainda recebia um belo "Paula vai supervisionar o trabalho de vocês".
| Risada maléfica |
Acho que foi por isso que decidi fazer Administração. Esse ranço de mandar gerenciar pessoas não é algo que se adquire de uma hora pra outra. São anos e anos de prática e acabei tomando gosto pela coisa.
Brincadeiras à parte, o fato é que o mundo dá voltas e eu, que um dia estive por cima da carne seca, tive que aprender, em míseros quatro meses, a me virar; cuidar de mim e fazer tudo que minha mãe nunca me deixou fazer.
Aqui em casa ninguém sabe (porque, né, vai que eles resolvem me fazer de escrava), mas no tempo em que morei fora de casa, tive que virar gente grande. Isso inclui lavar minha própria roupa, varrer o carpete do meu quarto - o que serviu para pagar tudo o que já aprontei na vida, porque haja coluna - e até, pasme, lavar privada. Detalhe: a privada era utilizada por meninos e meninas... Mas quer saber como eu me sentia depois? Independente. Capaz de resolver meus próprios pepinos e de sobreviver por mim mesma. E isso é tão gostoso.
É trabalhoso, claro, e cansativo também. O que uma pessoa "normal" levaria, por exemplo, 5 ou 10 minutos para fazer, eu faço em 20 ou 30 minutos. Ao fim, o resultado é o mesmo (ou quase), mas a sensação de ser útil é sem igual. São coisas pequenas que, para a maioria das pessoas, faz parte do dia a dia, mas que para mim têm um gostinho de vitória. E que delícia é viver.
E Claudinha que o dia hein Paula rsrsrs.... vc se aproveitava que a coitadinha gostava de arrumar e fazia a criança de faxineira quando ela ia na sua casa rsrsrsrs....
ResponderExcluirPra mim é um prazer te ajudar sempre que vc precisa afinal prima/irmã é pra essas coisas :)
minthiraaaa hhaha.
Excluirvc é minha prima mais linda, sabia? eu te adoro.
Sei bem como é isso, passei a maior parte da minha vida tendo minha mãe pra fazer tudo, só coisas básicas como lavar louça, secar e guardar que era o que ela nos deixava fazer e mesmo assim, eu achava ruim rs. Agora sinto na pele o que é arrumar uma casa inteira e dou graças a Deus que eu aprendi vendo ela fazer. Não faço perfeito, mas muitas das coisas que ela fazia tinha lógica quando eu cresci auahuahaua
ResponderExcluirTe entendo perfeitamente.
KIsu!
ahahah sim. como a vida é engraçada, né? mas a gente não escapa de nada.
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